Chocalhada

A celebração da Páscoa em Castelo de Vide tem a sua origem na tradição judaica e inicia-se com o Domingo de Ramos que marca o início da Semana Santa e a entrada de Jesus Cristo na cidade de Jerusalém, celebra-se com a benção dos ramos, missa, procissão dos passos e procissão do calvário.

Na quarta-feira, encerra-se o periodo da Quaresma.

Na Quinta-feira Nossa Senhora da Soledad ou das Dores é levada para o Calvário, que representa o seu encontro com Nosso Senhor dos Passos.

Na Sexta-feira é a Celebração da Paixão às quinze horas, após  ouvir a sirene que relembra a morte de Jesus, seguindo-se a Procissão de Enterro do Senhor, dia em que se faz o jejum à carne.

Sábado inicia-se com a benção dos cordeiros e a missa, e as pessoas pedem perdão à semelhança da festa judaica kippour e recria-se o antigo mercado de início do séc XX, que nos remete para o séc. XV, quando da expulsão dos judeus de Espanha e o acolhimento nesta vila, mantendo as suas tradições e convivendo pacificamente com os cristãos. Tal como refere o pároco Cón. Tarcísio Alves “Uma das grandes tradições dos judeus é a preservação da Páscoa Judaica, a saída do Egipto em que eles mataram os cordeiros e untaram as portas com o sangue dos cordeiros para que não matassem os primogénitos dos hebreus. Castelo de Vide ainda hoje reaviva essa cerimónia judaica, mas com componentes cristãos para fazer exaltar ambas as culturas”.

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Na noite de Sábado celebra-se a Vigília Pascal na Igreja Matriz, e dá-se a Aleluia com a tradicional Chocalhada onde a Banda União Artísitca de Castelo de Vide, a população e os inúmeros visitants, adultos e crianças saem pelas ruas tocando os seus chocalho e sinos dando graças pela Ressureição. Segundo

pároco Cón. Tarcísio Alves no passado “não havia festas, nem bailes durante a Quaresma, e então tiravam-se os guizos e os chocalhos aos animais em sinal de penitência e de expectativa em relação ao Dia da Ressurreição. Nesse dia, as pessoas enchiam a igreja e, como não podiam trazer os animais, traziam esses chocalhos e campainhas, e depois levavam e colocavam de novo nos animais”.

Domingo pelas 11.30 sai da Igreja Matriz a Procissão da Ressurreição e realiza-se a missa.

Na Segunda-feira é feriado municipal e tal como acontece um pouco por toda esta região as famílias juntam-se e vão para o campo comer o tradicional borrego, o folar e outros petiscos, no final do dia faz-se a Procissão com a Nossa Senhora da Luz.

citações retiradas de
Fonte Nova, André Relvas
16.04.09

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